Collegae laboris
Mbappé voa.
Henrique (Dourado) cabeceia.
Ambos jogadores,
mas só um joga.
Matuê solta beat,
Nelson Freire segura o tempo com os dedos.
Ambos músicos —
um com autotune,
o outro com a eternidade.
E no fim,
o Matuê tem mais dinheiro,
mais views,
mais gritos.
É como se Henrique Dourado
fosse mais celebrado
e mais bem pago
do que o Mbappé.
E a gente finge
que isso faz sentido.