quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Bondy, 07 de fevereiro de 2019

Ha quase um ano houve aquele ultimo coma alcóolico e percebi que era hora de parar, depois de mais de 30 anos vivendo ébrio.
Hoje compreendo que é muito mais complicado do que se imagina. Era pura inocência minha achar que me conhecer finalmente seria fácil como foi me livrar de outros artifícios, portanto ilícitos. Se “re”conhecer. O sóbrio gosta de dormir, para poder sonhar, não tem prazer com a gastronomia, não faz trocadilhos, não gosta de gente. Algumas pessoas, excepcionalmente. O álcool, que é tão perigoso, me fez como eu era, como eu fui. Apesar de todos os males, eu gostava mais de mim antes. Agora só quero sonhar e fazer música. Mas é por uma boa causa.
Que o outro fique na memória e pela parte boa!
“Santé”! Et beaucoup de courage...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

un jour mon coeur s'arrêtera et personne ne pourra rien faire, car il n'y aura personne autour de moi.
c'est comme ça. un jour on est là, l'autre on y est plus.
o sonho é a melhor realidade que esta tendo
quase tao dura quanto a pedra do caminho do poeta 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Dormir

A curiosidade que me motivava a acordar todos os dias acabou. É tudo muito bom. Bom demais. Não mereço. Tanta gente boa, cheia de virtudes, e portanto tanta miséria. Os dias são cada dia mais difíceis de suportar. O pior momento é a hora de dormir, pois tenho quase certeza de que no dia seguinte tem o despertar.

terça-feira, 3 de abril de 2018

carpe diem

amar a vida acima de tudo é fundamental

mas não é garantia de reciprocidade 

16/01/2018 Noisy/Bondy

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Bondy, 08 février 2018

Ola!
Há muito não nos comunicamos por aqui. Esse tal de “tizap” dinamizou a comunicação, não é... Pensei em escrever a mão e mandar pelo correio, mas a rotina louca e desenfreada não me permitiu “trufar” de romantismo meu relato veraneio (para você, pois por aqui o inverno está inverno, mas nada feio). Nos últimos tempos, mais do que nunca, tive reações aleatórias com o “alquinho de cada dia”. Posso entornar e manter-me consciente e sociável, e posso beber pouco e não me lembrar do que aconteceu por alguns momentos, ou apagar, simplesmente, quiçá me transformar num ser desprezível. Comecei a beber (intensamente) aos 10 anos. Pouco antes, meu pai me chamou um dia para anunciar que partia, me disse com aquele ar de pai: “agora você é o homem da casa, vai ter que cuidar da sua mãe e dos seus irmãos”. No dia em que mudamos da casa de Contagem para um apartamento no Cidade Nova, mamei o garrafão de vinho de jabuticaba (que meu pai havia fabricado e, ao que me parece, não coube em sua mala) e experimentei meu primeiro “coma alcoólico”. Você pode imaginar o tormento. Desde então, ah... a historia é muito longa e pela falta de tempo, este não é o momento. Na ultima segunda-feira, 31 anos depois, experimentei meu ultimo “coma éthylique” - como dizem por aqui, na terra de Apollinaire. As circunstâncias prefiro não comentar agora, mas estive a um passo de perder minha família, de me perder, para sempre. Apesar de todos os remorsos, de todas as limitações e frustrações, chega desse mood “Backeriano” autodestrutivo, chega de Get Lost. Como me disse meu pai naquele dia, sou o homem da casa. Mas só tenho que cuidar de mim mesmo, da minha amada e dos meus filhos! A responsabilidade dele jamais poderia ter sido a minha. O fracasso dele não será o meu. Me aventurei no fundo do poço, onde encontrei a famosa portinha, que acabei abrindo algumas vezes... Explorador, descobri que existe uma outra portinha, ainda mais pro fundo. Mas essa não vou abrir. É hora de explorar novos ares, no sentido mais profundo. já passei por muitas... canetei o destino, chapelei a morte e estive na área em condições... Agora é aprimorar para poder marcar, sem precisar contar com a sorte.
Sincerely yours,
GC

carnaval 2018

ha momentos em que precisamos chorar
o travesseiro há de ser melhor do que pular
outros momentos precisamos abraçar
melhor o travesseiro do que um terceiro
o que mais importa na nossa idade
é a sinceridade
sem vaidade, sem crueldade